sábado, novembro 12, 2011

O que são?


Segundo uma antiga lenda chinesa, Buda convidou todos os animais da criação para uma festa de Ano Novo, prometendo uma surpresa a cada um dos animais. Apenas doze animais compareceram e ganharam um ano de acordo com a ordem de chegada: o Rato ou Camundongo; O Boi ou Búfalo (Vaca, na Tailândia); o Tigre (Pantera, na Mongólia); O Coelho (Gato, na Tailândia ); o Dragão (Crocodilo, na Pérsia); a Cobra ou Serpente (Pequeno Dragão, na Tailândia ); o Cavalo; a Cabra, bode ou Carneiro; o Galo ou Galinha; o Macaco; o Cão; o Porco ou Javali. O Cavalo de Fogo rege a cada 60 anos.
De acordo com um antigo texto budista, quando os animais terminam suas meritórias tarefas, fazem um juramento solene perante o Buda de que um deles estará sempre, por um dia e por uma noite, pelo mundo, pregando e convertendo, enquanto os outros onze ficam praticando o bem em silêncio. O Rato inicia sua jornada no primeiro dia da sétima Lua; procura persuadir os nativos do seu signo a praticarem boas ações e a corrigirem os defeitos de seus temperamentos. Os demais bichos fazem o mesmo, sucessivamente, e o Rato reinicia seu trabalho no 13º dia. Assim, graças ao trabalho constante dos animais, o Buda garante certa ordem no universo.


Para saber qual é seu signo, veja o seu ano correspondente ao animal e por último veja seu significado logo abaixo:
















Perfeito para aquele que procura acima de tudo companhia e segurança no amor. Refinado, atraente, de elegância sóbria, detesta complicações e intrigas, confusões e violência. É compassivo e protetor com aqueles que gostam. Coelhos amam a vida de casa, dentro de um ambiente familiar forte o Coelho pode achar a segurança que precisa florescer. O nativo do signo do Coelho está muito relacionado com as mudanças na realidade da população, com os problemas mundiais por sua capacidade de lidar com situações difíceis e por sua diplomacia. Tem senso de hospitalidade, ama as tradições, é muito ligado ao passado. Às vezes pode ser um pouco pedante e fechado ao seu próprio modo de pensar e de viver. Pode ser pessimista e se sentir inseguro sobre o lugar dele no mundo. Tem uma delicadeza exagerada, é pacifista, amante da harmonia, da intimidade e da calma. Bem preparado para uma vida à vontade, gostaria de pertencer a um mundo bonito e agradável, mas sem arriscar nada, é frágil, não aventura a serenidade de sua existência, para a qual não pode renunciar. É sensível e qualquer mudança emocional pode deixá-los fisicamente doente. Às vezes ansioso, melancólico, frequentemente suscetível, apaixonado, fiel e sincero.









O Dragão é o signo mais célebre do Zodíaco chinês. Ele é poderoso e cheio de sorte, amável e repleto de energia ardente, são amados ou odiados intensamente. Eles não são vistos de maneira indiferente por causa de seu dinamismo exuberante, sua força, segurança que transmite às pessoas a sua volta. Dragões são seres inteligentes, nascidos com um carisma infinito que faz com que influenciem as ações de quem está ao redor deles. Frequentemente se tornam o centro das atenções. Dragões são conhecidos como aqueles que sabem dar conselhos bons e da mesma maneira que eles têm sorte com dinheiro, também têm sorte no amor. Apaixonados, eles precisam se sentir amado, admirados, únicos, os melhores, são exigentes, e têm freqüentemente uma vida sentimental muito tumultuada. Dragões têm um talento para administrar projetos com grande sucesso. Embora sejam orgulhosos e um pouco convencidos, são grandes líderes. São intrépidos, impetuosos, entusiásticos, imprevisíveis, inconstantes mas tenazes ou às vezes inflexíveis, podem ser irritáveis e agressivos. Eles são perspicazes, mas também algumas vezes podem pré-julgar os outros também. Ainda assim, eles são conselheiros bons, eles têm um grande senso do dever, eles sempre estão prontos a prestar ajuda a todo o mundo, com grande inteligência e sensibilidade.






No Oriente, o rato é sinal de sorte e prosperidade, é admirado pela sua inteligência e pela sua capacidade de encontrar coisas de valor. A pessoa que nasceu sob o signo do Rato é contente, encantadora, sociável, diligente, perspicaz, ambiciosa, expansiva, elegante, de gosto refinado, rica de fascínio e astuciosa. Ama a vida, dá uma grande importância à amizade, tem tendência a discussões e à análise. Às vezes irritável pouco disposto ao compromisso, sem meio-termo. Sempre tenta fazer convencer de uma ideia e tem uma grande capacidade de exposição e de convencimento. Ratos não rejeitam a oportunidade de debater sobre diversos assuntos, são muito curiosos e sempre estão na busca de informações novas. Em alguns casos, para alcançar seus objetivos está pronto para usar de todos os meios, ainda que estes não sejam lícitos. Generoso e protetor com os que são leais a ele, aberto, sincero, são um amante extraordinário, doce, sensível, apaixonado, nem sempre fiel, cheio de imaginação, sentimental, romântico, carente de ternura. Bastante ciumento.











No amor, é muito difícil se queixar do nativo do Porco. Ele é gentil e muito cortês, generoso e extremamente honesto. As dificuldades bastam para colocarem em dúvida, são orgulhosos. Às vezes ingênuos, quase sempre tímidos, eles confiam na vida e nas pessoas. Virtuoso, inocente, galante, ele sabem desfrutar da fortuna e é bastante seguro com suas atitudes no trabalho e ao tomar decisões importantes. Paciente, diligente. É perfeccionista, ama o refinamento, a boa mesa e os prazeres da vida, por conta disso, pode ser visto como esnobe e com sentimentos de superioridade. Faz grandes amigos e amantes. Ajudam os outros, não por dever, mas por simples prazer, fica muito feliz em ser prestativo. É curioso e inteligente. Às vezes é percebido injustamente como sendo preguiçoso. Nos relacionamentos amorosos, ele revela uma pura sensualidade, sem complicações psicológicas. Com o outro sexo, ele é extremamente afetuoso, dócil, exuberante e o outro precisa estar realmente muito envolvido no relacionamento, porque será o centro das atenções em seu coração apaixonado.





http://www.ilhagrande.org/vr/as/cr/spc.gif
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Para os nativos do Galo, o amor é muito importante e deve ser durável, sem incertezas, afastamentos, infidelidade. A primeira impressão dada pelo nativo deste signo é de ser uma pessoa arrogante, soberba, por causa de sua maneira pragmática de viver, mas depois se descobre quase imediatamente que isso só é uma maneira dele se defender. Gosta de estar no controle e é perfeccionista. É honesto e mantém sempre sua palavra. Tem um senso de humor forte, capaz de observações originais e argumentações bem fundamentadas. Com este espírito ele enfrenta as dificuldades que surgem com sucesso, passa por todas as crises, é inteligente, muito qualificado nos negócios e no trabalho. É eficaz, muito organizado e quer que os outros também sejam assim, gosta de controlar, de planejamentos e de resultados alcançados depois de um meticuloso trabalho. O nativo deste signo é conservador, com aqueles que não se encaixam nos seus padrões, ele repreende. No entanto, é leal, confiante e encorajador com aqueles que merecem.





Aqueles nascidos sob o signo do Cachorro são tranquilos, reservados, discretos, verdadeiros, amam a integridade. São rigorosos e precisos. Sorriem pouco, detestam as companhias numerosas, são ciumentos na vida privada, têm poucos amigos, confiam em poucos, porque tendem a ser desconfiados no início dos seus relacionamentos, mas com o tempo se tornam amigos. São indecisos, ansiosos e potencialmente pessimistas, podendo ser mal-humorados em certas ocasiões e precisarem de tempo para se revitalizar. Precisam de atividade física para se sentirem bem. Apesar disso, são tenros, doces, fiéis, leais e estão sempre prontos para ajudar os amigos a conquistar ideais e causas justas. Não são vingativos, ambiciosos ou festeiros. Muito generosos, cuidam das necessidades dos outros oferecendo resultados conciliatórios. No amor, eles são afetuosos, quentes e sempre fiéis. Amam profundamente, sem incertezas e esperam muito do outro também.








Sempre muito charmoso, com uma energia vibrante, muito ativo, bastaria ver a maneira com que lida com as crianças para se apaixonar perdidamente por ele. Cheio de alegria, criativo, o nativo deste signo é uma companhia muito prazerosa que tudo tenta conquistar. Justamente por isso, não é muito sujeito a uma vida monótona e repetitiva. É otimista, engenhoso e muito curioso. Atraído pelas pessoas e por diferentes interesses, conduz muitas vezes uma vida frenética, jovial, divertida. Para o nativo do signo do Macaco, a amizade é um dos pontos principais no amor. Sempre se encontra disponível para os amigos, pronto a ajudar no que precisem. Falante, incansável, dotado de uma notável inteligência, é astuto, não é ambicioso. Gosta de se exibir. Grande sedutor, mesmo quando apaixonado não consegue se mantiver fiel, não tem um senso de moralidade muito forte, procuram sempre o seu próprio prazer e precisam um pouco mais de autocontrole.









Aquele que nasce sob o signo da Cabra é simples e doce. Atraente por sua delicadeza e aparente fragilidade. Sensível e tímido, ele não gosta de aparecer para os outros, prefere trabalhar em grupo. Espírito criativo, sempre precisa de mais tempo para explorar a si mesmo. Para ser feliz, a sua mente deve estar livre para ir aonde lhe agrada. O nativo do signo da Cabra é naturalmente artístico e inventivo. Ele não busca somente a riqueza material e confia em sua intuição e em sua imaginação para enriquecer a sua vida. Pode ser muito generoso com aqueles que amam. Pacifista, se defende das agressões e da violência através de uma resistência passiva. Procuram o diálogo e o confronto inteligente. Imerso no mundo sensível dele, pode se tornar uma pessoa que presta pouca atenção aos problemas dos outros, mas de maneira geral é cuidadoso, zeloso e preocupado com aqueles que ama. Procuram relações profundas e precisam se sentir seguros. Seus relacionamentos amorosos trazem muita insegurança e ele precisa saber suprimir tantas incertezas em relação ao outro. A todo o momento precisa saber o quanto é amado e admirado, é extremamente sensível e se aflige com as coisas mais insignificantes. Os conflitos de uma relação fazem com que ele se isole em si mesmo ou se afaste. Sem dúvida, ele não terá sucesso se não aprender a controlar melhor os seus impulsos. Pode ser muito exigente com o outro e precisa doar um pouco mais de si. Além de controlar suas preocupações para que possa ter uma vida mais equilibrada emocionalmente. Romântico, sensual, é um amante imprevisível e incansável.





O nativo do signo do Cavalo não suporta a solidão, generoso, disponível, hospitaleiro, está sempre ocupado com atividades em grupo, com a vida social e com os aspectos humanitários. Adora a liberdade e a independência. Isso é bem representado pelo espírito livre e viajante do cavalo. O nativo deste signo é agradável, cortês, cheio de boas intenções, incapaz de atitudes mesquinhas, de baixarias e maldades com os outros, é sincero até por demais. É muito bom na arte da sedução, porém suas relações são imprevisíveis e irregulares. Tem uma capacidade de persuasão muito boa, é eloqüente, tem o dom da fala e uma inteligência notável e poderosa. Gosta de aventuras, tem muita iniciativa e procura realizar projetos diferentes simultaneamente. É um idealista feroz, com grande senso de justiça e honra sempre disposto a se lançar em defesa dos oprimidos e dos menos favorecidos. Amado e respeitado, é muito sentimental e também romântico, às vezes pode ser impulsivo, mas é sempre cuidadoso com os outros e extremamente afetuoso.






Amante para se desconfiar, mas, quando verdadeiro e profundo, é capaz de doar extraordinário conforto. Sedutor, de um magnetismo irresistível, fascinante, cheio de graça, inteligência em um corpo harmonioso e sexy. O nativo deste signo ama coisas belas, sejam espirituais, ou seja, materiais, e detestam a vulgaridade. Em geral culto, preparado, simpático, elegantes, tem estilo, é sagaz, atento, tem um grande espírito de autocrítica, muita memória. Cuidadoso, tendem a analisar tudo antes de se engajar em algo, indeciso ao escolher um caminho, mas quando consegue vai até o final em seu objetivo. O nativo do signo de Cobra é mentalmente mais ativo que fisicamente. É sociável, no entanto introvertido, frio, silencioso, ele é o mais resolvido do Zodíaco. Muito individualista, é providente, realista, concreto, às vezes precisam ter mais dinheiro do que o necessário. Para a pessoa que ama, dedica toda a atenção, toda energia. Tem uma grande necessidade de amor, quando acha a pessoa certa, tem tendência a ser possessivo, ciumento, exigente. Pode ser arrogante e às vezes egoísta. Com a idade, os nascidos da Cobra consideram todas as suas habilidades no pensamento e na reflexão, muitas vezes tornando-se sábio e um companheiro extraordinário.




Aquele que nasce sobre o signo do Boi é sério, equilibrado, também um pouco convencional. Transmite segurança no amor, com ele pode-se viver a vida inteira com grande tranquilidade. Inspira confiança, tem muita calma e serenidade. Interessa-se pela substância das coisas, pela segurança, pela respeitabilidade. Não gosta muito de jogos, de frivolidades, de luxo, prefere a simplicidade em todas as coisas. É amigo fiel, uma fonte boa de conselho honesto, generoso, de poucas palavras e muita ação. Às vezes suscetível, bastante paciente, metódico e muito tenaz. Enquanto a maneira de realizar tarefas é lenta e metódica, ele é capaz de grandes coisas e nunca perdem de vista suas metas. Sua força é infinita e sempre se coloca consciente dos detalhes. O nativo do Boi é um amante pouco fantasioso, pouco excêntrico, mas de apetite sexual bom. Ciumento na vida privada, fiel e constante. Teimoso ao ponto de ser rígido, e na pior das hipóteses eles podem ser vingativos. Embora ele possa ser achado frequentemente em posições de liderança, às vezes é solitário e introvertido, no entanto independente e parece não se preocupar com o que os outros pensam dele.






Se você procura um amor envolvente que sempre o mantém aceso e animado, o nativo de Tigre é o caso. Sobre o signo da fortuna, amado e desejado por todos, tem talento, inteligência, beleza, magnetismo. A natureza primitiva do seu ser faz dele muito atraente. Divertido, generoso, tem modos elegantes, mas não suporta a imbecilidade e a futilidade. Carismático e seguro de si, o tigre nasceu para liderar. Apesar da atitude calma e tranquilizadora, ama a aventura e os excessos. Às vezes tem uma conduta insana e desordenada na vida, são impulsivos, seus sentimentos são intensos, às vezes com mudanças imprevisíveis de humor e raiva explosiva. Só tem sucesso na vida se for capaz de controlar esse temperamento. Não suporta regras, é independente, inventivo, indisciplinado, desobediente. Pouco influenciável, não gosta da rotina, procuram bastante o risco. Apaixonado, sensível e profundo, sensual, voluptuoso, mergulha de cabeça em uma história, mas fogem quando descobrem que estão perto de um parceiro fraco, não muito audacioso. Como todo o resto, a vida sentimental é sempre muito agitada.

terça-feira, novembro 01, 2011


Uma bruxa é geralmente retratada no imaginário popular como uma mulher velha, nariguda e encarquilhada, exímia e contumaz manipuladora de Magia Negra e dotada de uma gargalhada terrível. É inegável a conexão entre esta visão e a visão da Hag ou Crone' dos anglófonos. É também muito popularizada a imagem da bruxa como a de uma mulher sentada sobre uma vassoura voadora, ou com a mesma passada por entre as pernas, andando aos saltites. Alguns autores utilizam o termo, contudo, para designar as mulheres sábias detentoras de conhecimentos sobre a natureza e, possivelmente, magia.
As bruxas foram implacavelmente caçadas durante a inquisição na Idade Média. Um dos métodos usados pelos inquisidores para identificar uma bruxa nos julgamentos do Santo Ofício consistia na comparação do peso da ré com o peso de uma Bíblia gigante. Aquelas que fossem mais leves eram consideradas bruxas, pois dizia-se que as bruxas adquiriam uma leveza sobre natural. Frequentemente as bruxas são associadas a gatos pretos, que dentre as Bruxas Tradicionais são os chamados Puckerel, muitas vezes tidos como espíritos guardiões da Arte da Bruxas, que habitam o corpo de um animal. Estes costumam ser designados na literatura como Familiares.
Diziam que as bruxas voavam em vassouras a noite e principalmente em noites de lua cheia, que faziam feitiços e transformavam as pessoas em animais e que eram más.
Hoje em dia essas antigas superstições como a da bruxa velha da vassoura na lua cheia já foram suavizadas, devido à maior tolerância entre religiões, sincretismo religioso e divulgação do paganismo. Gerald Gardner tem destaque nesse cenário como o pai da Religião Wicca- A Religião da Moderna Bruxaria Pagã, formada por pessoas que são Bruxos/as mas que utilizam a "Arte dos Sábios" ou a "Antiga Religião" mesclada a práticas e conhecimentos de outras tradições. A classificação de magia como negra e branca´não existe para os bruxos, pois se fundamentam nos conceitos de bem e mal, que não fazem parte de suas crenças, por isso, como costumam dizer, toda magia é cinza.
A Arte das Bruxas como era feita antes é chamada de Bruxaria Tradicional, ainda remanescendo até os dias atuais em grupos seletos, via de regra ocultos. Hoje também pode-se encontrar uma vasta quantidade de livros e sites que explicam a "Antiga Religião" mas geralmente se tratam de Wicca, pois os membros de grupos de Bruxaria Tradicional costumam preferir o ostracismo, revelando-se publicamente apenas em ocasiões especiais ou para que novos candidatos os localizem.
Em algumas regiões do Brasil o termo também pode ser usado para designar uma mariposa (traça em Portugal) grande e de coloração escura. Talvez por associar-se a imagem da borboleta a uma imagem humanóide feminina como as fadas e, assim, remeter a imagem da mariposa à de uma senhora de idade avançada, de vestes escuras e de hábitos noturnos - a bruxa.

sábado, outubro 22, 2011

Em uma antiga postagem nossa, falamos sobre diferentes tipos de seres mágicos. A seguir, iremos saber sobre outros tipos de seres conhecidos no mundo todo:

FADAS

fada é um ser mitológico, característico dos mitos célticos, anglo-saxões, germânicos e nórdicos.
O primeiro autor que mencionou as fadas foi Pompônio Mela, um geógrafo que viveu durante o século I d.c. As fadas também são conhecidas como sendo as fêmeas dos elfos. O termo incorporou-se a cultura ocidental a partir dos assim chamados "contos de fadas". Nesse tipo de história, a fada é representada de forma semelhante a versão clássica dos elfos de J.R.R. Tolkien, porém apresentando "asas de libélula" as costas e utilizando-se de uma "varinha de condão" para realizar encantamentos.
Dependendo da obra em que aparece, a fada pode ser retratada em estatura de uma mulher normal ou diminuta. No primeiro caso, temos a fada de Cinderela. Como exemplo da segunda representação podemos citar "Sininho", do clássico infantil "Peter Pan", de J. M. Barrie.
O escritor e folclorista inglês Joseph Ritson, na sua dissertação On Faries, definiu as fadas como uma espécie de seres parcialmente materiais, parcialmente espirituais, com o poder de mudarem a sua aparência e de, conforme a sua vontade, serem visíveis ou invisíveis para os seres humanos
Segundo Schoereder, o nome fada vem do latim fatum, que significa fado, destino. Dessa forma, acredita-se que elas intervêm de forma mágica no destino das pessoas.
Segundo a teosofia, os espíritos da natureza podem ser categorizados hierarquicamente, na forma como se segue (Gelder, 1986):

A Hierarquia do mundo Invisível
Anjos ou Devas: seres luminosos de grande inteligência que agem como orientadores da Natureza e supervisores dos espíritos de menor importância.
ElementaisEspíritos da Natureza ou Fadas: espíritos dos quatro elementos (ar, água,terra e fogo).

Elementais do ar: divididos em sílfides ou fadas das nuvens e fadas das tempestades. As primeiras vivem nas nuvens, são dotadas de elevada inteligência e sua principal atividade é transferir luz para as plantas; interessam-se muito também por animais e por pessoas, para as quais podem agir como protetoras e guias. As fadas das tempestades possuem grande energia e circulam sobre as florestas e ao redor dos picos das montanhas; costumam ser vistas em grupos pelas alturas e só descem à superfície quando o vento está forte.

Elementais da terra: seus principais representantes são os gnomos, criaturas de cerca de um metro de altura que vivem no interior da terra (embora existam gnomos da floresta, que cuidam basicamente das raízes das plantas). Os kobolds, menores que os gnomos, são mais amigáveis e prestativos para os humanos que seus parentes, embora sejam igualmente cautelosos. Os gigantessão entidades enormes que costumam estar ligados à montanhas, embora também possam viver em florestas antigas. Finalmente, osDevas da Montanha, são os elementais da terra mais evoluídos, entidades que permeiam e trabalham com uma montanha ou uma cadeia inteira de montanhas, com sua consciência tão profundamente imersa na Terra que mal tomam conhecimento da existência de criaturas de vida breve, como os homens.

Elementais do fogo: as salamandras ou espíritos do fogo, habitam o subsolo vulcânico, os relâmpagos e as fogueiras. São mais poderosas que as fadas dos jardins, mas estão mais distantes da humanidade também. São espíritos de transformação, responsáveis pela conversão de matéria em decomposição em solo fértil. Podem agir também como espíritos de inspiração, mediadores entre o mundo angélico e os níveis físicos de criação (ou seja, agem como musas).

Elementais das águas: representados pelas ninfasondinasespíritos das águas e náiades, são responsáveis por retirar energia do sol para transmití-la à água. As ninfas estão ligadas às águas, mas também à montanhas e florestas. Regulam o fluxo da água na crosta terrestre e dão personalidade e individualidade a locais aquáticos, tais como poços, lagos e fontes. Podem assumir a forma de peixes, os quais protegem. As ondinas parecem estar restritas a determinadas localidades, sendo responsáveis pelas quedas d'água e a vegetação circundante. Os espíritos das águas vivem em rios, fontes, lagos e pântanos. Assemelham-se a belas donzelas, muitas vezes com caudas de peixe; gostam de música e dança, e têm o dom da profecia. Embora possam ajudar eventualmente os seres humanos, estes têm de se acautelar com tais espíritos, que podem ser traiçoeiros e afogar pessoas. Da mesma forma que os espíritos das águas, as náiades presidem os rios, correntezas, ribeiros, fontes, lagos, lagoas, poços e pântanos.

As Fadas de Harry Potter
No universo ficcional de Harry Potter, as fadas são pequenos animais humanóides de baixa inteligência e fraco poder mágico. Dotadas de asas de inseto multicoloridas, são utilizadas pelos bruxos para compor decorações vivas. Habitantes de matas e alagadiços, são criaturas mudas que comunicam-se através de zumbidos. Reproduzem-se pondo ovos na parte de baixo de folhas. J. K. Rowling cita ainda uma espécie chamada "fada mordente", praga doméstica venenosa. cujos ovos têm propriedades mágicas.

A Fada do Dente
Há uma tradição em Portugal, Canadá, em parte do Reino Unido e nos Estados Unidos e outros países europeus, segundo a qual a "Fada do Dente" viria à noite para trocar o "dente de leite", colocado sob o travesseiro de uma criança, por uma moeda ou um pequeno presente.
Histórias sobre a Fada do Dente circulam desde o início do século XX, embora ninguém saiba sua origem exata. Todavia, trocar "dentes de leite" por presentes é algo que remonta aos vikings, mais de mil anos atrás.


ELFOS

Elfo é uma criatura mística da Mitologia Nórdica, que aparece com frequência na literatura medieval européia.
Nesta mitologia os elfos chamam-se Alfs ou Alfr, também chamados de "elfos da luz" - Ljosalfr. São descritos como seres belos e luminosos, ou ainda seres semi-divinos, mágicos, semelhantes à imagem literária das fadas ou das ninfas. De fato, a palavra "Sol" na língua nórdica era Alfrothul, ou seja: o Raio Élfico; dizia-se que por isso seus raios seriam fatais a elfos e anões.
Eram divindades menores da natureza e da fertilidade. Os elfos são geralmente mostrados como jovens de grande beleza vivendo entre as florestas, sob a terra, em fontes e outros lugares naturais. Foram retratados como seres sensíveis, de longa vida ou imortalidade, com poderes mágicos, estreita ligação com a natureza e geralmente acompanhadas de ótimos arqueiros.
As qualidades élficas são bastante exploradas na obra de J.R.R.Tolkien. Inclusive o autor resgatou formas há muito inutilizadas da palavraElf, Elfo em inglês, cujo plural era comumente Elfs. Em sua obra, Tolkien usava a variedade Elves, e a palavra acabou voltando aos dicionários. O mesmo aconteceu com DwarfDwarfsDwarves, Anão.
As mais antigas descrições de elfos vêm da Mitologia Nórdica. Eram chamados álfar, de singular álfr. Outros seres com nome etimologicamente relacionados a álfar sugerem que a crença em elfos não se restringe aos escandinavos, abrangendo todas as tribos Germânicas. Essas criaturas aparecem em muitos lugares.
Shakespeare as imaginava como seres pequeninos, descrição essa que o autor de O Senhor dos Anéis, Tolkien, odiava. Os elfos são sábios, não muito altos cerca de 1,60m de altura, belos e quase imortais. Há outro tipo de elfo chamado "Elfo Bárbaro", que dizem que foi "invocado" para ajudar um vilarejo. Ele pode ter até 2,10m de altura, e possui uma aparência similar a de um Guerreiro Bárbaro.
Literalmente, os elfos são gênios que, na mitologia escandinava, simboliza o ar, a terra, o fogo e água.
Já nos contos populares do início da Idade Moderna, os elfos são descritos como entidades pequenas, esquivas e travessas, que aborrecem os humanos ou interferem em seus assuntos. Às vezes, são consideradas invisíveis. Nessa tradição, os elfos se tornaram sinônimos das "fadas" originadas da antiga mitologia céltica, como os Ellyll (plural Ellyllon) galeses.


HIDRA

Hidra de Lerna era um animal fantastico da mitologia grega, filho dos monstros Tifão e Equidna, que habitava um pântano junto ao lago de Lerna, na Argólida, costa leste do Peloponeso. A Hidra tinha corpo de dragão e nove cabeças de serpente (algumas versões falam em sete cabeças e outras em números muito maiores) cujo hálito era venenoso e que podiam se regenerar.
A Hidra era tão venenosa que matava os homens apenas com o seu hálito; se alguém chegasse perto dela enquanto ela estava dormindo, apenas de cheirar o seu rastro a pessoa já morria em terrível tormento.
A Hidra foi derrotada por Héracles (Hércules, na mitologia romana), em seu segundo trabalho. Inicialmente Hércules tentou esmagar as cabeças, mas a cada cabeça que esmagava surgiam duas no lugar. Decidiu então mudar de tática e, para que as cabeças não se regenerassem, pediu ao sobrinho Iolau para que as queimasse com um tição logo após o corte, cicatrizando desta forma a ferida. Sobrou então apenas a cabeça do meio, considerada imortal. Héracles cortou e enterrou a última cabeça com uma enorme pedra. Assim, o monstro foi morto.

Segundo a tradição, o monstro foi criado por Hera para matar Héracles. Quando percebeu que Héracles iria matar a serpente, Hera enviou-lhe a ajuda de um enorme caranguejo, mas Héracles pisou-o e o animal converteu-se na constelação de caranguejo (ou Câncer).
Instruído por Minerva, Héracles, após matar a Hidra, aproveitou para banhar suas flechas no sangue do monstro, para torná-las venenosas. Euristeu não considerou este trabalho válido (Héracles deveria cumprir dez trabalhos, e não doze), pois o heroi teve ajuda.
Hércules morreu, mais tarde, na Frigia, por causa do veneno da Hidra: após ferir mortalmente o centauro Nesso com flexas envenenadas no sangue da Hidra, este deu seu sangue a Dejanira, dizendo que era uma poção do amor, para ser usada na roupa. Dejanira acreditou, e, quando sentiu ciúmes de Íole, usou o sangue de Nesso para banhar as roupas de Hércules, que sentiu dores de queimadura insuportáveis, preferindo o suicídio na pira crematória.


MEDUSA

Medusa (em grego: ΜέδουσαMédousa, "guardiã", "protetora"), na mitologia grega, era um monstro ctônico do sexo feminino, uma das três Górgonas. Filha de Fórcis e Ceto (embora o autor antigo Higino interpole uma geração e cite outro casal ctônico como os pais da Medusa), quem quer que olhasse diretamente para ela era transformado em pedra. Ao contrário de suas irmãs Górgonas, Esteno e Euriali, Medusa era mortal; foi decapitada pelo herói Perseu, que utilizou posteriormente sua cabeça como arma, até dá-la para a deusa Atena, que a colocou em seu escudo. Na Antiguidade Clássica a imagem da cabeça da Medusa aparecia no objeto utilizado para afugentar o mal conhecido como Gorgoneian.


CÉRBERO

Na mitologia grega, Cérbero ou Cerberus (em grego, Κέρβερος – Kerberos = "demônio do poço") era um monstruoso cão de múltiplas cabeças e cobras ao redor do pescoço que guardava a entrada do Hades, o reino subterrâneo dos mortos, deixando as almas entrarem, mas jamais saírem e despedaçando os mortais que por lá se aventurassem.
A descrição da morfologia de Cérbero nem sempre é a mesma, havendo variações. Mas uma coisa que em todas as fontes está presente é que Cérbero era um cão que guardava as portas do Tártaro, não impedindo a entrada e sim a saída. Quando alguém chegava, Cérbero fazia festa, era uma criatura adorável. Mas quando a pessoa queria ir embora, ele a impedia; tornando-se um cão feroz e temido por todos. Os únicos que conseguiram passar por Cérbero saindo vivos do submundo foram Héracles, Orfeu, Enéias e Psiquê.
Cérbero era um cão com várias cabeças, não se têm um número certo, mas na maioria das vezes é descrito como tricéfalo (três cabeças). Sua cauda também não é sempre descrita da mesma forma, às vezes como de dragão, como de cobra ou mesmo de cão. Às vezes, junto com sua cabeça são encontradas serpentes cuspidoras de fogo saindo de seu pescoço, e até mesmo de seu tronco.
Para acalmar a fúria de Cérbero, os mortos que residiam no submundo jogavam-lhe um bolo de farinha e mel que os seus entes queridos haviam deixado no túmulo.Quanto à vida depois da morte, os gregos acreditavam que a morada dos mortos era o Hades, que levava o nome do deus que o regia, ao lado de Perséfone. Hades era irmão de Zeus. Localizava-se nos subterrâneos, rodeado de rios, que só poderiam ser atravessados pelos mortos. Os mortos conservavam a forma humana, mas não tinham corpo, não se podia tocá-los. Os mortos vagavam pelo Hades, mas também apareciam no local do sepultamento. Havia rituais cuidadosos nos enterros, e os mortos eram cultuados, principalmente pelas famílias em suas casas. Quando os homens morriam eram transportados, na barca de Caronte para a outra margem do rio Aqueronte, onde se situava a entrada do reino de Hades. O acesso se dava por uma porta de diamantes junto a qual Cérbero montava guarda.
Seu nome, Cérbero, vem da palavra Kroboros, que significa comedor de carne. Cérbero comia as pessoas. Um exemplo disso na mitologia é Pirítoo, que por tentar seduzir Perséfone, a esposa de Hades e filha de Deméter, deusa da fertilidade da Terra, foi entregue ao cão. Como castigo Cérbero comia o corpo dos condenados.
Cérbero era filho de Tífon (ou Tifão) e Equídina, irmão de Ortros e da Hidra de Lerna. Da sua união com Quimera, nasceram o Leão de Neméia e a Esfinge.
Cérbero, quando a dormir, está com os olhos abertos, porém, quando o mesmo está de olhos fechados, está acordado.

domingo, setembro 25, 2011

Todo mundo já ouviu falar sobre imagens que enganam nosso cérebro, estava pesquisando e achei muitas delas. Mas não são aquelas que se mexem literalmente (GIF), são aquelam que quando olhamos parecem MESMO que estão se mexendo (JPG). Aí vai:



























domingo, setembro 11, 2011

Esqueleto Humano


O esqueleto tem como finalidade primária sustentar o organismo. O sistema locomotor é constituído por músculos e ossos, e é ele o responsável pela execução da locomoção. Os ossos são classificados de acordo com as suas dimensões, são irregulares, chatos e longos. No corpo humano há mais de 200 ossos.


Através de juntas ou articulações, os ossos ligam-se uns aos outros. Além disso, as articulações permitem os movimentos do corpo.


Juntamente com os ossos, as cartilagens formam o esqueleto. As superfícies dos ossos, na região em que eles se articulam, devem ser lisas, para impedir maior desgaste, e por isso são revestidas por cartilagem.


O esqueleto humano é dividido em apendicular, zonal e axial. O zonal inclui a cintura escapular (ombros) e pélvica (quadris); o axial compreende o crânio, a coluna vertebral, as costelas e o externo; e o apendicular inclui os membros superiores e inferiores.
Os Músculos


Os movimentos do corpo são de responsabilidade dos músculos. São constituídos por tecido muscular, que podem ser de três tipos: liso, estriado esquelético e estriado cardíaco. O liso é formado por células musculares lisas e constitui os músculos lisos, cuja contração é lenta e involuntária.


O muscular esquelético é formado por células musculares esqueléticas, que formam os músculos esqueléticos, cuja contração é rápida e voluntária.


O estriado cardíaco é formado por células que formam a musculatura do coração, cuja contração é rápida e involuntária. Os movimentos voluntários são realizados pela musculatura estriada esquelética.


Os músculos esqueléticos se contraem antagonicamente: quando um se contrai, o seu oposto relaxa, resultando nos movimentos. Os músculos se prendem aos ossos por meio de tendões.

quarta-feira, setembro 07, 2011

A independência do Brasil, enquanto processo histórico, desenhou-se muito tempo antes do príncipe regente Dom Pedro I proclamar o fim dos nossos laços coloniais às margens do rio Ipiranga. De fato, para entendermos como o Brasil se tornou uma nação independente, devemos perceber como as transformações políticas, econômicas e sociais inauguradas com a chegada da família da Corte Lusitana ao país abriram espaço para a possibilidade da independência.

A chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil foi episódio de grande importância para que possamos iniciar as justificativas da nossa independência. Ao pisar em solo brasileiro, Dom João VI tratou de cumprir os acordos firmados com a Inglaterra, que se comprometera em defender Portugal das tropas de Napoleão e escoltar a Corte Portuguesa ao litoral brasileiro. Por isso, mesmo antes de chegar à capital da colônia, o rei português realizou a abertura dos portos brasileiros às demais nações do mundo.

Do ponto de vista econômico, essa medida pode ser vista como um primeiro “grito de independência”, onde a colônia brasileira não mais estaria atrelada ao monopólio comercial imposto pelo antigo pacto colonial. Com tal medida, os grandes produtores agrícolas e comerciantes nacionais puderam avolumar os seus negócios e viver um tempo de prosperidade material nunca antes experimentado em toda história colonial. A liberdade já era sentida no bolso de nossas elites.

Para fora do campo da economia, podemos salientar como a reforma urbanística feita por Dom João VI promoveu um embelezamento do Rio de Janeiro até então nunca antes vivida na capital da colônia, que deixou de ser uma simples zona de exploração para ser elevada à categoria de Reino Unido de Portugal e Algarves. Se a medida prestigiou os novos súditos tupiniquins, logo despertou a insatisfação dos portugueses que foram deixados à mercê da administração de Lorde Protetor do exército inglês.

Essas medidas, tomadas até o ano de 1815, alimentaram um movimento de mudanças por parte das elites lusitanas, que se viam abandonadas por sua antiga autoridade política. Foi nesse contexto que uma revolução constitucionalista tomou conta dos quadros políticos portugueses em agosto de 1820. A Revolução Liberal do Porto tinha como objetivo reestruturar a soberania política portuguesa por meio de uma reforma liberal que limitaria os poderes do rei e reconduziria o Brasil à condição de colônia.

Os revolucionários lusitanos formaram uma espécie de Assembleia Nacional que ganhou o nome de “Cortes”. Nas Cortes, as principais figuras políticas lusitanas exigiam que o rei Dom João VI retornasse à terra natal para que legitimasse as transformações políticas em andamento. Temendo perder sua autoridade real, D. João saiu do Brasil em 1821 e nomeou seu filho, Dom Pedro I, como príncipe regente do Brasil.

A medida ainda foi acompanhada pelo rombo dos cofres brasileiros, o que deixou a nação em péssimas condições financeiras. Em meio às conturbações políticas que se viam contrárias às intenções políticas dos lusitanos, Dom Pedro I tratou de tomar medidas em favor da população tupiniquim. Entre suas primeiras medidas, o príncipe regente baixou os impostos e equiparou as autoridades militares nacionais às lusitanas. Naturalmente, tais ações desagradaram bastante as Cortes de Portugal.

Mediante as claras intenções de Dom Pedro, as Cortes exigiram que o príncipe retornasse para Portugal e entregasse o Brasil ao controle de uma junta administrativa formada pelas Cortes. A ameaça vinda de Portugal despertou a elite econômica brasileira para o risco que as benesses econômicas conquistadas ao longo do período joanino corriam. Dessa maneira, grandes fazendeiros e comerciantes passaram a defender a ascensão política de Dom Pedro I à líder da independência brasileira.

No final de 1821, quando as pressões das Cortes atingiram sua força máxima, os defensores da independência organizaram um grande abaixo-assinado requerendo a permanência e Dom Pedro no Brasil. A demonstração de apoio dada foi retribuída quando, em 9 de janeiro de 1822, Dom Pedro I reafirmou sua permanência no conhecido Dia do Fico. A partir desse ato público, o príncipe regente assinalou qual era seu posicionamento político.

Logo em seguida, Dom Pedro I incorporou figuras políticas pró-independência aos quadros administrativos de seu governo. Entre eles estavam José Bonifácio, grande conselheiro político de Dom Pedro e defensor de um processo de independência conservador guiado pelas mãos de um regime monárquico. Além disso, Dom Pedro I firmou uma resolução onde dizia que nenhuma ordem vinda de Portugal poderia ser adotada sem sua autorização prévia.

Essa última medida de Dom Pedro I tornou sua relação política com as Cortes praticamente insustentável. Em setembro de 1822, a assembleia lusitana enviou um novo documento para o Brasil exigindo o retorno do príncipe para Portugal sob a ameaça de invasão militar, caso a exigência não fosse imediatamente cumprida. Ao tomar conhecimento do documento, Dom Pedro I (que estava em viagem) declarou a independência do país no dia 7 de setembro de 1822, às margens do rio Ipiranga.
 
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