segunda-feira, setembro 05, 2011





A ginástica rítmica, também conhecida como GRD ou ginástica rítmica desportiva, é uma ramificação da ginástica que possui infinitas possibilidades de movimentos corporais combinados aos elementos de balé e dança teatral, realizados fluentemente em harmonia com a música e coordenados com o manejo dos aparelhos próprios desta modalidade olímpica, que são a corda, o arco, a bola, as maças e a fita. Praticada apenas por mulheres em nível de competição, tem ainda uma prática masculina surgida no Japão. Pode ser iniciada em média aos seis anos e não há idade limite para finalizar a prática, na qual se encontram competições individuais ou em conjunto. Seus eventos são realizados sempre sobre um tablado e seu tempo de realização varia entre 75 s, para as provas individuais, e 150 s, para as provas coletivas.
A ginástica rítmica desenvolve harmonia, graça e beleza em movimentos criativos, traduzidos em expressões pessoais através da combinação musical e técnica, que transmite, acima de tudo satisfação estética aos que a assistem. Surgida através dos estudos de Russeau, assim como as demais modalidades, transformou-se durante o passar dos anos, sempre ligada à dança e à musicalidade, até chegar à União Soviética, onde desenvolve-se como prática esportiva, e à Alemanha, onde ganhou os aparelhos conhecidos hoje.
A ginasta precisa ter graça, leveza, beleza e técnicas precisas em seus movimentos para demonstrar harmonia e entrosamento com a música e suas companheiras, em um ambiente de expressão corporal contextualizada inclusive pelos sentimentos transmitidos através do corpo. Fisicamente, é função desta modalidade desenvolver o corpo em sua totalidade, por meio dos movimentos naturais aperfeiçoados pelo ritmo e pelas capacidades psicomotoras nos âmbitos físico, artístico e expressivo. Por essa reunião de característica, é chamada de esporte-arte.

Os primeiros estudos sobre a ginástica rítmica, bem como das demais modalidades, foram esboçados pelo pedagogo Jean-Jacques Rousseau, que, enquanto estudava sobre o papel da ginástica na educação física, descreveu seu desenvolvimento técnico e prático na educação infantil. Mais adiante, Guts Muths, tido um dos pioneiros da ginástica em si voltada para o fortalecimento do indivíduo, a voltou também para a saúde. No entanto, apenas no século seguinte, o XIX, a modalidade realmente começou a se enraizar. François Delsarte, foi o primeiro a lançar suas ideias a respeito da expressão de sentimentos pelos movimentos corporais. Mais tarde, Émile Jaques-Dalcroze iniciou a prática de exercícios rítmicos como meio de desenvolvimento da sensibilidade musical através dos movimentos do corpo, o que funcionou como uma espécie de continuidade do trabalho primeiro. Desenvolveu ainda estudos dos quais obteve como resultado a relação harmônica dos movimentos com o equilíbrio e os estados do sistema nervoso central, chamados de sentimentos, o que gerou grande influência na formação das escolas de dança e um gradativo desempenho na educação física, pois esta ganhava um novo olhar e uma nova ramificação. Em seguida, um aluno de Dalcroze, Rudolf Bode, melhorou os movimentos, os deixando mais naturais e integrais, também com o intuito de demonstrar, por intermédio dos movimentos, os estados emocionais do praticante. A isso, somou a utilização de aparelhos com o objetivo de ornamentar a apresentação e as característica femininas, estabeleceu os princípios básicos da ginástica rítmica, seguidos ainda hoje, e tornou-se com isso o pai da modalidade. Suas teorias fundamentaram-se na contração e no relaxamento, as essências do movimento humano e do ritmo corporal, além de explorar as direções e planos em todas as suas possibilidades, que constituem a base da variação dos deslocamentos na ginástica rítmica atual. Introduziu ainda a expressão, marca desta ginástica, e o trabalho em grupos, que destaca a harmonia entre as participantes.
Com o trabalho continuado, Isadora Duncan adaptou o sistema à dança, sua especialidade, retirou a ginástica rítmica de dentro da modalidade artística, para a qual deixou a musicalidade, e levou-a até a União Soviética, onde iniciou o ensino desta nova atividade como prática independente, incluídas as regras para competições. Lá, em 1942, foi realizado o primeiro evento competitivo: O Campeonato Nacional Soviético. Em paralelo ao trabalho de Duncan, na Alemanha, Heinrich Medau estudou os exercícios rítmicos daquela época e iniciou a elaboração e a introdução de aparelhos como a bola, as maças e o arco, considerado o primeiro passo para a utilização dos aparelhos nos exercícios femininos como se vê nas competições regidas pela FIG. Em 1961, foi apresentada à Federação Internacional de Ginástica. Dois anos depois, houve a realização do primeiro campeonato mundial, na cidade de Budapeste, com a participação de dez nações, na qual a soviética Ludmila Savinkova sagrou-se como a primeira campeã.

Em 1975, através de decisão tomada em Assembléia Técnica do 53º Congresso da FIG, passou a ser chamada oficialmente de ginástica rítmica desportiva, regida então pela entidade. Em 1980, foi reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional, integrando então os Jogos de Moscou como modalidade de apresentação. Nesse mesmo ano, passou a ser chamada apenas de ginástica rítmica. Na Olimpíada seguinte, em 1984, em Los Angeles, passou a ser modalidade competitiva com eventos individuais. A partir dos Jogos de Atlanta, em 1996, passou a ser disputada em provas de conjunto (grupos).

Modalidade masculina

Prioritariamente um esporte feminino, a ginástica rítmica ganhou uma versão masculina desenvolvida no Japão durante os anos de 1970. Enquanto na versão feminina valoriza-se a beleza da graciosidade e a sutileza dos movimentos harmônicos envoltos pela música, a modalidade masculina exalta força e resistência combinando a ginástica tradicional feminina com a arte marcial do wushu. Os homens competem em grupos de seis atletas sem aparelhos e em uma apresentação que se assemelha ao aparelho solo da ginástica artística masculina. Entre os elementos exigidos estão o equilíbrio, de obrigatoriedade também feminina, os saltos verticais e a formação de correntes, como elos. Individualmente, o ginasta já manuseia aparelhos, que se apresentam em um total de quatro: dois arcos menores (no lugar de um grande para o feminino), dois bastões longos (de uso exclusivo masculino), duas maças, como para as mulheres, e a corda. A popularidade desta variante da ginástica rítmica, já tingiu outros países dentro e fora da Ásia. Além da Malásia e da Coreia do Sul no continente, pratica-se a GR masculina na Austrália, na Rússia, nos Estados Unidos e no Canadá. Acrescido a estes mais timidamente, está também o México. Sem o reconhecimento da FIG, estas nações reúnem-se para realizarem seus campeonatos nacionais e internacionais.
O uniforme é geralmente composto de camiseta colant com calças ou short. Em vinte anos contados a partir de seu surgimento, as competições se espalharam por alguns outros países além do criador Japão. Em 2003, aconteceu o primeiro campeonato internacional com cinco países participantes. Em 2005, o número aumentou para sete. Por ser um esporte ainda novo, as competições são realizadas sob a autoridade da FIG, embora ainda sem o aval da mesma. Com um número de ginastas inscritos nesta variação já na casa dos milhares só no Japão, esta nação, como as demais, pleiteia ante à entidade pelo reconhecimento do esporte.

A ginasta

Características e preparação

O porte físico de uma atleta da ginástica rítmica é mais esguio que de uma ginasta artística, geralmente muito baixas e fortes. Como não necessitam apenas de força para passarem por suas rotinas, as rítmicas apresentam-se com uma estrutura física mais magra e menos definida. Em comum, as ginastas possuem uma maturação óssea tardia, em geral aos dezoito anos, o que demonstra uma compensação do atraso ocorrido entre os treze e os quinze anos, fase esta em que as atletas se preparam para entrar em grandes competições bem no auge de suas formas físicas e de equilíbrio.
Caracterizada por alto grau de exigência coordenativa das atletas, esta modalidade tem na simetria e na bilateralidade, princípios fundamentais para uma boa execução, além de uma elegância e beleza destacáveis. Por se tratar de uma prática de alta dificuldade técnica, cujo o alto nível é atingido em idade jovem, é necessário que se inicie os treinamentos o mais cedo que se puder, como acontece no caso de sua antecessora, a ginástica artística. Como treinamento, o ideal é que a modalidade seja praticada a partir dos seis anos, pois as meninas possuem um potencial de desenvolvimento capaz de ser sustentado no estágio amadurecido da maior parte das habilidades motoras fundamentais, isto é, entre os quinze e vinte anos de idade. A introdução de aparelhos deve ser feita de forma gradual para que a criança se adapte às características de cada um deles. Nesta prática ginástica deve-se desenvolver ainda as seguintes habilidades: força, energia, flexibilidade, agilidade, destreza e resistência, para que atinja grau técnico rítmico, isto é, para que seja capaz de mostrar vigor, graça e harmonia dos movimentos em apresentação.
De um modo geral, a ginástica rítmica possui três características a serem trabalhadas pelas praticantes: os movimentos corporais, o manuseio de aparatos e o acompanhamento musical. Esses três elementos juntos, formam a unidade que fundamenta esta modalidade. Na prática, seu treinamento baseia-se no comando direto, que visa a repetição das tarefas, e no ensino-aprendizagem, através do qual a ginasta conheceria e identificaria a lógica de seu movimento. Como preparação, a ginasta tem os exercícios físicos iniciados na infância, para favorecer seu crescimento e também sua interação social, bem como aprimorar sua coordenação motora, além do prazer e do estímulo advindos da prática. Tal preparação é feita visando o futuro, no qual a atleta terá sua aptidão física melhorada e usufruirá de experiências surgidas através do convívio em equipe, bem como uma estruturação psicológica maior, ao ter de se deparar com situações opositoras, como a vitória e a derrota. Ao contrário do que pode pensar, o treinamento físico só se torna prejudicial quando mal acompanhado e aliado a uma má alimentação.
Outro ponto a se destacar durante a preparação das ginastas é a alimentação. Em sua fase de desenvolvimento esportivo, uma boa educação alimentar é fundamental para a manutenção do desempenho tanto físico quanto intelectual. Por isso, é preciso um estudo com cada praticante para que se obtenha uma ingestão calórica precisa, de acordo com a necessidade diária de cada uma delas. Como a estética também é ponto fundamental de análise durante uma apresentação, ocorrem ainda as restrições alimentares, também acompanhadas por especialistas, para que a atleta não prejudique sua saúde.
Em suma, para que se tenha uma praticante ideal da ginástica rítmica, é preciso uma interação entre atleta, técnico e familiares, para que se criem hábitos adequados, tanto alimentares e sociais quanto de segurança, para a manutenção do bem estar físico e psicológico, que gerarão efeitos positivos sobre o desempenho intelectual e esportivo das moças.

Movimentos

Os chamados elementos corporais são a base dos exercícios individuais e de conjuntos, que podem ser realizados em várias direções, planos, com ou sem deslocamento, em apoio sobre um ou dois pés e coordenados com movimentos de todo o corpo. Andar, correr, saltar, saltitar, balançar, circundar, girar, equilibrar, ondular, lançar e recuperar são elementos corporais obrigatórios e acompanhados por estímulo musical. Durante a realização dos movimentos, a graça e a beleza deles também contam na avaliação das árbitras, já que a harmonia com a música deve gerar interação, além de demonstrar entrosamento nas apresentações de grupo. Entre os principais elementos corporais realizados nesta modalidade estão:
  • O equilíbrio: na qual a atleta se posiciona sobre uma das pernas e levanta a outra.
  • A onda: com flexibilidade, a ginasta movimenta seu corpo imitando uma onda.
  • O moinho: no qual a atleta consegue, com a ajuda de aparelhos como as maças e as cordas, formar um círculo à sua volta com os movimentos dos braços.
  • O pivote ou pivot: que trata de uma rotação de 360º sobre um pé.
  • O véu: que são os movimentos de rotação de uma corda em torno do corpo da atleta.
Esses movimentos básicos, no entanto, unem-se a outros, de acordo com o equipamento específico utilizado na apresentação. Apesar disso, não deixam de ser variações apenas dos movimentos listados acima. São exemplos: equilíbrio em prancha, salto Cabriole, pivot 360º em retiré e onda lateral.

Equipamentos

Regida pela FIG como exclusivamente feminina, é uma modalidade totalmente baseada nos exercícios de solo. O tablado, localizado sempre dentro de um ginásio coberto, é a área de competição que deve ter as dimensões de 14 x 14 m, composto por um material elástico, que amortece possíveis quedas e ajuda ao impulso dos saltos, geralmente em uma cor clara como o bege bordeado por uma outra, de tonalidade mais acentuada, como o vermelho ou azul, no qual as ginastas devem realizar suas séries. Em particular, a penalidade para a atleta que termina sua apresentação fora do tablado ou sair dele durante a série é de 0,500 ponto. A mesma vale para a ginasta que praticar aquecimento dentro da área de competição.
Os equipamentos desta ginástica são os chamados aparatos, extensores do corpo da praticante. Neste caso equipamento não é dividido dos aparelhos, como ocorre na modalidade artística, que coloca braçadeiras e munhequeiras em outro grupo de utilidade, que não no mesmo da trave de equilíbrio e das argolas, por exemplo. Todavia, o uniforme feminino das atletas rítmicas é composto por um collant de lycra sem mangas ou de mangas longas, podendo ou não ser usado um pequeno saiote por cima e sapatilhas nos pés. Além disso, as moças podem usar luvas e o pó de magnésio, e devem ter os cabelos curtos ou usá-los presos, também para não prejudicar a movimentação.

Aparatos

São cinco os aparatos utilizados pelas ginastas nesta modalidade, descritos da seguinte forma:

 

Corda - Pode ser feita de cânhamo ou qualquer material sintético, desde que permaneça leve e flexível. Seu tamanho é proporcional à altura da ginasta. Esse aparelho possui também nós em suas extremidades. As extremidades da corda podem ser recobertas com material antiderrapante em cor neutra. Os elementos podem ser realizados com a corda aberta ou dobrada, presa em uma ou nas duas mãos, em direções diferentes, sobre diferentes planos, com ou sem deslocamento, com apoio sobre um ou os dois pés ou sobre uma outra parte do corpo. As ginastas lançam e recuperam a corda executando saltos, giros, ondulações e equilíbrio. Os principais elementos corporais da corda são os saltos.


 

Arco - O arco é feito de madeira ou plástico, sendo importante que o material não deforme ou seja muito pesado. Possui entre 80 e 90 cm de diâmetro interno e pesa pelo menos de 300 mg. Deve ser rígido, mas sem se dobrar. Este aparato define um espaço, que deve ser usado plenamente pela ginasta, movendo-se de acordo com o círculo formado. São requeridas freqüentes trocas de mãos e uma boa coordenação de movimentos. O formato do arco ou aro, como também é chamado, favorece rolamentos, passagens, rotações, saltos e pontes. Seus elementos corporais principais são os saltos, pivotes e equilíbrios.






Bola - Feita de plástico ou de borracha, deve ter um diâmetro entre 18 e 20 cm e pesar pelo menos 400 mg. Único aparelho que não é permitido permanecer em contínuo contato com a atleta, a bola deve estar em constante movimento pelo corpo ou em equilíbrio. Jogada e recuperada com controle e precisão, é um elemento dinâmico que valoriza a série da ginasta. Os elementos corporais devem ser executados sobre o apoio de um ou dois pés ou qualquer outra parte do corpo e devem ter forma fixa, ampla e bem definida. Flexibilidade e ondas são os elementos corporais principais deste aparelho.



Maças - São feitas de madeira ou plástico e devem ter entre 40 e 50 cm de comprimento e pesar pelo menos 150 mg cada. A parte mais grossa é chamada de corpo, a parte mais afilada, de pescoço e a parte formada por uma esfera de 3 cm de diâmetro é a cabeça. Delicadeza das mãos é fundamental para se trabalhar bem com esse aparelho. A ginasta usa as maças para executar rolamentos, círculos, curvas e formar o número máximo possível de figuras assimétricas, combinando-as com várias figuras formadas apenas pelo corpo. Exercícios com as maças requerem alto grau de ritmo, coordenação e precisão para boas recuperações. O equilíbrio é o elemento corporal mais importante deste aparelho. 



Fita - É considerado o aparelho mais plástico da ginástica rítmica e composto por duas partes: o estilete, uma vareta que segura a fita e que pode ser feito de madeira, bambu, plástico ou fibra de vidro e deve medir 0.5 cm de diâmetro e entre 50 e 60 cm de comprimento. Sua forma pode ser cilíndrica, cônica ou uma combinação das duas formas; a fita é de cetim ou outro material semelhante, desde que não engomado. Seu peso não deve ultrapassar 35 mg e deve ter no máximo 4 e 6 cm de largura e 6 metros de comprimento para ginastas de nível adulto. Longa, pode ser lançada em qualquer direção para criar desenhos no espaço, formando imagens e formatos de todo o tipo. Serpentinas, espirais e arremessos exigem da ginasta coordenação, leveza, agilidade e plasticidade. O elemento corporal da fita são os pivotes.

domingo, setembro 04, 2011

As mascotes olímpicas são personagens (geralmente animais nativos) que representam a cultura do país anfitrião dos Jogos Olímpicos. Desde os Jogos Olímpicos de Inverno de 1968, em Grenoble, toda edição dos Jogos possui pelo menos uma mascote.


A mascote mais conhecida dos Jogos Olímpicos foi o urso Misha, dos Jogos Olímpicos de Verão de 1980, em Moscou. Misha foi usado extensivamente durante as cerimônias de abertura e encerramento, virou desenho animado e apareceu em diversos produtos. Atualmente, uma boa parte do merchandising dos Jogos é voltado para o uso das mascotes, focando principalmente o público jovem


Lista de mascotes


Schuss





Waldi





Schneemann







Amik







Roni





Misha





Vučko





Sam





Hidy e Howdy





Hodori e Hosuni





Magique





Cobi





Haakon e Kristin





Izzy





Sukki, Nokki, Lekki e Tsukki





Olly, Syd e Millie





Powder, Copper e Coal





Athena e Phevos





Neve e Gliz





Fuwa





Miga, Quatchi e Sumi





Wenlock e Mandeville


sábado, agosto 06, 2011

Oi pessoal! Hoje vou contar o mito do minotauro, que foi e ainda é a figura mais famosa da Grécia Antiga.
Boa leitura!


O MITO DO MINOTAURO


O Minotauro (touro de Minos) é uma figura mitológica criada na Grécia Antiga. Com cabeça e cauda de touro num corpo de homem, este personagem povoou o imaginário dos gregos, levando medo e terror. De acordo com o mito, a criatura habitava um labirinto na Ilha de Creta que era governada pelo rei Minos.
Conta o mito que ele nasceu em função de um desrespeito de seu pai ao deus dos mares, Poseidon. O rei Minos, antes de tornar-se rei de Creta, havia feito um pedido ao deus para que ele se tornasse o rei. Poseidon aceita o pedido, porém pede em troca que Minos sacrificasse, em sua homenagem, um lindo touro branco que sairia do mar. Ao receber o animal, o rei ficou tão impressionado com sua beleza que resolveu sacrificar um outro touro em seu lugar, esperando que o deus não percebesse.
Muito bravo por ser enganado pelo rei, Poseidon resolve castigar o mortal. Faz com que a esposa de Minos, Pasífae, se apaixonasse pelo touro. Isso não só aconteceu como também ela acabou ficando grávida do animal. Nasceu desta união o Minotauro. Desesperado e com muito medo, Minos solicitou a Dédalos que este construísse um labirinto gigante para prender a criatura. O labirinto foi construído no subsolo do palácio de Minos, na cidade de Cnossos, em Creta.
Após vencer e dominar, numa guerra, os atenienses , que haviam matado Androceu (filho de Minos), o rei de Creta ordenou que fossem enviados todo ano sete rapazes e sete moças de Atenas para serem devorados pelo Minotauro.
Após o terceiro ano de sacrifícios, o herói grego Teseu resolve apresentar-se voluntariamente para ir à Creta matar o Minotauro. Ao chegar na ilha, Ariadne (filha do rei Minos) apaixona-se pelo herói grego e resolve ajudá-lo, entregando-lhe um novelo de lã para que Teseu pudesse marcar o caminho na entrada e não se perder no grandioso e perigoso labirinto. Tomando todo cuidado, Teseu escondeu-se entre as paredes do labirinto e atacou o monstro de surpresa. Usou uma espada mágica, que havia ganhado de presente de Ariadne, colocando fim aquela terrível criatura. O herói ajudou a salvar outros atenienses que ainda estavam vivos dentro do labirinto. Saíram do local seguindo o caminho deixado pelo novelo de lã.
O mito do Minotauro foi um dos mais contados na época da Grécia Antiga. Passou de geração em geração, principalmente de forma oral. Pais contavam para os filhos, filhos para os netos e assim por diante. Era uma maneira dos gregos ensinarem o que poderia aconteceu àqueles que desrespeitassem ou tentassem enganar os deuses.


Para finalizar vou mostrar o labirinto. Tchau!!!!!


terça-feira, julho 26, 2011

Oi! Muita gente não sabe sobre algumas raças de cães, por isso vou mostrar a vocês, vejam:


COLLIE
História da Raça - Collie
Acredita-se que a raça tenha se originado de um antigo cão de pastoreio e de guarda utilizado pelos romanos em seus rebanhos. O mais provável é que eles tenham se originado a partir de cruzamentos de Greyhounds, Gordon Setters e Setter Irlandeses.




A sua origem remonta às Ilhas Britânicas, onde atingiu seu apogeu a partir de 1800. Naquela época, a criação da raça apresentou grande crescimento, inclusive com a venda de exemplares para outros países.




Foi nos EUA, a partir de 1860, que o Collie começou sua carreira nas pistas de exposição, tornando-se um dos mais populares até hoje.




Atualmente, a raça não é mais requisitada para o trabalho de pastoreio, apesar de manter como características a inteligência, a robustez e a visão.




Até a origem do nome é uma suposição. O nome original "Coley" pode ser uma derivação da palavra anglo-saxônica, significando "preto", que era possivelmente a cor original da raça ou ainda uma apropriação do nome das ovelhas de cara preta, conhecidas como colleys, que eram pastoreadas pelos cães Collies.




O Collie pastoreava as ovelhas nas Terras Altas da Escócia, às vezes sem que o pastor o guiasse, sendo capaz de agir por conta própria, tomando decisões, e esse é um dos fatores que o difere de outras raças. São muito afetivos com crianças e muito companheiros. 



Exemplar famoso 
Lassie, uma Collie, é "a cadela mais famosa do mundo", um personagem de ficção que participou em diversos filmes, séries de televisão e livros durante anos.






PASTOR ALEMÃO

História da Raça - Pastor Alemão

De origem alemã foi exibido na Inglaterra pela primeira vez como cão de pastor alemão. Durante a primeira guerra mundial foi usado pelos franceses e foi chamado de cão de polícia francês. Os ingleses depois da guerra o chamaram de cão lobo alsaciano. Sua grande inteligência não podia ser usada apenas para pastorear. Cão guardião, cão guia, ajudante da Cruz Vermelha, da polícia, do exército e mensageiro complementam o retrato de suas habilidades. Sua enorme popularidade tem prejudicado sua qualidade, afetando seu caráter e seu físico. Felizmente os criadores sérios têm trabalhado duro para melhorar a qualidade com bastante sucesso.


Exemplar famoso 
O Cão policial do filme "Jerry Lee K-9 - um policial bom pra cachorro" é um cão policial da raça pastor alemão também na vida real. Inteligentes e fáceis de treinar, são utilizados muitas vezes como guias de cegos para busca e salvamento em montanhas.






AKITA AMERICANO
Originalmente a história dos Akitas Americanos é a mesma que do Akita Japonês.

Desde 1603, provindo da região de AKITA, os cães chamados “AKITAS MATAGIS” (cães de tamanho médio para caça ao urso) foram usados como cães de briga. A partir de 1868, esta raça foi cruzada com o Tosa e com Mastiffs. Como consequência destes cruzamentos, o tamanho aumentou, mas as características associadas dos cães tipo Spitz foram perdidas. Em 1908 as rinhas de cães foram proibidas, mas os Akitas foram preservados e aperfeiçoados como uma grande raça japonesa. Como resultado, nove exemplares de nível superior foram designados “Monumentos Naturais”, em 1931.

Durante a segunda guerra mundial (1939 1945), usavam-se as peles dos cães para confeccionar vestes militares. A polícia ordenou a captura e confi sco de todos os cães, menos os Pastores Alemães que eram usados para fi ns militares. Alguns criadores aficcionados tentaram enganar a lei e cruzaram seus cães com Pastores Alemães. No fim da segunda guerra mundial, o número de akitas estava drasticamente reduzido e os cães apresentavam três tipos diferentes.

1. Os Akitas Matagis,
2. Os Akitas de Briga,
3. Os Akitas / Pastoreiros.

Isto criou uma grande confusão na raça. Durante o processo de restauração da raça pura, após a guerra, KongoGo, um cão com linha de sangue DEWA, teve uma temporária, mas tremenda popularidade. Um grande número de Akitas desta linha de sangue que tinham características de Mastiff e Pastor Alemão foram levados para os Estados Unidos pela força militar. Os Akitas da linha DEWA, inteligentes e capazes de se adaptarem a qualquer ambiente, fascinaram os Estados Unidos e a linha foi desenvolvida com crescente número de criadores e ganhou muita popularidade.

O Clube Americano de Akitas foi criado em 1956 e o American Kennel Club (AKC) aceitou a raça (inscrições no livro de origens e estatutos regulares de exposição) em 1972. Infelizmente, nesta época, o AKC e o JKC (Japanese Kennel Club) não entraram em acordo, quanto ao reconhecimento recíproco de seus pedigrees, e assim, as portas foram fechadas para qualquer introdução de novas linhas de sangue japonesas. Assim sendo, os Akitas dos Estados Unidos fi caram consideravelmente diferentes daqueles do Japão, país de origem. Eles desenvolveram um tipo único nos Estados Unidos, com características e tipos que não mudaram desde 1955. A situação é sensivelmente diferente com os Akitas do Japão, que foram cruzados com Akitas Matagis no intuito de restaurar a raça pura original.




DÁLMATA
  Por ser incerta a sua origem, o Dálmata é conhecido por mais de um nome. Para os franceses é Braque de Bengale, acreditando que a raça é proveniente da região indiana de Bengala, o que lhe vale ainda a designação de Perdigueiro Bengalês e Cão Tigre.
   Dando crédito a pinturas datadas do séc. XVI, em que figuram cães malhados como o Dálmata, crê-se que fosse oriundo da ex-Jugoslávia, pelo que Perdigueiro de Ragusanis é outro dos seus nomes de código.
   O antigo Egipto também tem uma palavra a dizer, já que o Dálmata se assemelha aos cães dos faraós das gravuras da época.
   Fosse pela mão de egípcios, cartagineses, gregos ou romanos — todos eles povos que dominaram vastos impérios —, o certo é que a raça surge na Dalmácia, região croata junto ao Mar adriático, e é daí que lhe vem o nome pelo qual é mais conhecido.





POODLE


 O poodle foi desenvolvido como cão de águas e caçador. A raça logo foi admirada pela sua inteligência. Os esforços realizados no século passado para reduzir seu tamanho, resultou num cão mais débil e de aspecto grotesco, em comparação com seus avós. Os esforços posteriores tiveram mais êxito e hoje em dia o Toy possui uma conformação harmoniosa. Nunca foi idealizado para o trabalho e também não tinha o tamanho para ser usado como cão de águas. O corte de seu pêlo é pura tradição e serve unicamente para realçar sua beleza.




Golden Retriever


Seus antepassados, os antigos cães de pastor do Cáucaso, eram guardiões e ajudantes dos pastores russos, que confiavam seus rebanhos a esses cães trabalhadores. Lord Tweedmouth impressionado por um grupo desses cães, que viu em circo, conseguiu com muita insistência que lhe vendessem alguns deles. Levados para a Escócia passaram a ser conhecidos como Guisachan Retrievers. Estudos mais recentes eliminou alguns encantos da origem da raça. Hoje em dia já não se acredita na história de Tweedmouth, muito menos que pudesse haver um grupo desses cães em um circo. Parece mais provável que o Golden se criou através de cruzamentos entre o Tweed water spaniel, Terranovas ligeiros e Setters.




SÃO BERNARDO


A origem do São Bernardo se encontra enterrada profundamente na neve e nem ele mesmo pode resgatá-la. Conservam-se muitas versões românticas sobre sua história. Em algum momento se introduziu o Dogue Alemão e o Terra Nova em sua trajetória.
Ficou famoso como cão de salvamento, trabalhando na neve no monastério de Saint Bernard. Apesar de não ser provável que o São Bernardo conheceram o monge Saint Bernard em pessoa (que viveu no século XII), eles ajudaram os monges do lugar desde o final do século XVIII. Até hoje, esses monges mantêm a tradição de criar esses cães para atração dos visitantes que, para tranqüilidade dos cães, raramente necessitam serem salvos.




CHIHUAHUA

Chihuahua (em espanhol: Chihuahueño, palavra de etimologia obscura, provavelmente delíngua náuatle), é, de acordo com a Federação Cinológica Internacional, a raça de padrão 218, inserida no grupo 9, pertencente a seção 6. É ainda uma das menores raças de cães do mundo, empatada em medidas com a pequeno cão russo. Seu nome vem da região de Chihuahua no México e é descrito como extremamente delicado, afetuoso e possessivo. Assim como todo cão de luxo, como são chamados estes animais de companhia, o chihuahua não é propriamente um cão de caça, embora seja bem visto como um canino de guarda doméstico eficiente. Devido a seu tamanho e sua facilidade de adaptação, é bem tido como animal de estimação por donos inexperientes e práticos.
Sua origem não é totalmente conhecida e ainda que se saiba de sua raiz mexicana, foi cogitada a possibilidade de ter ancestrais no Antigo Egito ou na ilha de Cuba. Seu reconhecimento mundial deu-se no final do século XIX, mais precisamente em 1890, ano em que as importações da raça começaram a alcançar o mundo. No século seguinte, para popularizar ainda mais o cão, houve a aparição do chihuahua ao lado de artistas como a atriz mexicana Lupe Vélez, o diretor Victor Fleming e uma participação no longa-metragem de Cecil B. de Mille, em 1931. Todavia, o que de fato colaborou para a disseminação desta raça no mundo foi principalmente seu aspeto exótico e seu tamanho diminuto. O chihuahua é ainda uma das raças mais antigas a serem registradas no American Kennel Club. Seu tamanho reduzido limita suas atividades e gera graves problemas ósseos. Por ser um animal bastante dependente, conquistou o apelido de "cão de colo."
Culturalmente, filmes como Perdido pra cachorro e Legalmente loira tiveram a participação desta raça. Entre os chihuahuas mais famosos da sociedade humana estão: Boo Boo, o registrado menor cão do mundo; Tinkerbell, a cadela escritora de Paris Hilton; e Momo, primeira cachorra desta raça a tornar-se policial no Japão.
 
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